Local: Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra)
Data: 26 de março de 2008 (quarta-feira)
Horário: 16h45 (de Brasília)
Árbitro: Mike Riley (ING)
Auxiliares: Peter Kirkup (ING) e Philip Sharp (ING)
Cartões amarelos: Mellberg (SUE)
Gols: BRASIL: Alexandre Pato, aos 26 minutos do segundo tempo.
SUÉCIA: Andreas Isaksson (Rami Shaaban); Fredrik Stoor, Olof Mellberg, Daniel Majstorovic e Mikael Nilsson (Mikael Dorsin); Anders Svensson (Markus Allback), Sebastian Larsson (Niclas Alexandersson), Fredrik Ljungberg (Christian Wilhelmsson) e Kim Källström; Markus Rosenberg e Johan Elmander (Kennedy Bakircioglu)
Técnico: Lars Lagerback
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves (Rafinha), Lúcio, Alex e Richarlyson (Marcelo); Josué (Hernanes), Gilberto Silva, Júlio Baptista (Ânderson) e Diego (Thiago Neves); Robinho e Luís Fabiano (Alexandre Pato)
Técnico: Dunga
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Seleção comemora pagamento de “dívida” com a torcida
Gama (DF) - Depois de deixar o campo vaiada nos empates por 0 a 0 contra Argentina, Bolívia e Colômbia, a seleção brasileira encarou a partida desta quarta-feira contra Portugal como a última chance do ano para deixar uma boa impressão diante dos torcedores. E não decepcionou.
A vitória de virada por 6 a 2 diante de um adversário qualificado como Portugal foi, na opinião do técnico Dunga e dos jogadores, o pagamento de uma dívida que a equipe carregava para com os fãs.
“Sabíamos que não tínhamos jogado bem contra Bolívia e Colômbia, mas sabemos da qualidade que temos e por isso há essa motivação. Cada um que entra tem que mostrar seu melhor, seja em um minuto, seja em 90”, comentou o técnico Dunga, acompanhado pelos seus comandados.
“O Brasil foi merecedor do placar, pois mostrou muita vontade. Estávamos devendo para a torcida. Agora é curtir bem o final de ano e esperar o amistoso contra a Itália”, discursou o goleiro Júlio César, já vislumbrando o primeiro compromisso de 2009, em Londres, diante dos atuais campeões mundiais.
O polivalente Mancini, que entrou no final do duelo substituindo Elano, concordou com o goleiro. “Não foi bom vencer, foi ótimo. Ganhar de um adversário como Portugal aumenta a confiança do time e dá mais entusiasmo e mais credibilidade junto aos torcedores”, raciocinou.
Mais uma vez titular da lateral esquerda, o santista Kléber engrossou o coro. “O resultado foi fundamental para terminarmos o ano bem. Em 2008 a gente ainda estava devendo uma boa vitória, mas hoje (quarta) todo mundo está de parabéns”.
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Brasil com sangue azul e sotaque inglês não dá chances a Itália: 2 a 0
Londres (Inglaterra)
Em seu sexto jogo em Londres desde a Copa, Brasil se sentiu em casa no Emirates Stadium.
Escalado pelo técnico Dunga com seis jogadores que disputam o Campeonato Italiano e dois que jogam na Liga Inglesa, o Brasil iniciou o ano mostrando um futebol convincente e, sem grandes dificuldades, bateu a Itália, atual campeã mundial, no Emirates Stadium, em Londres: 2 a 0.
Os gols do jogo, ambos belíssimos, foram marcados pelos ex-santistas Elano e Robinho, hoje companheiros de Manchester City, ainda no primeiro tempo do duelo, aos 13 e aos 27 minutos.
O resultado, além de aumentar o moral do técnico Dunga em um momento importante, serviu para desempatar a história dos confrontos entre as equipes. Agora, o Brasil acumula seis vitórias contra cinco dos italianos, sendo registrados ainda dois empates nas 13 partidas jogadas até hoje.
O jogo: O time italiano começou a partida melhor arrumado e com maior posse de bola. E poderia ter aberto o placar logo aos três minutos, quando Grosso recebeu lançamento e tocou por cima de Júlio César, mas viu a arbitragem anular seu gol e marcar impedimento.
Depois do susto, o time de Dunga conseguiu colocar os nervos no lugar e, em linda jogada, levou o Emirates Stadium ao delírio aos 13 minutos. Ronaldinho Gaúcho lançou Elano, que tocou de calcanhar para Robinho, recebeu de volta e, com categoria, tirou do goleiro Buffon: 1 a 0.
O gol fez bem ao Brasil, que passou a mandar na partida diante de um adversário inexplicavelmente assustado. Superior, a equipe ampliou o marcador com um golaço de Robinho, aos 26.
O ex-santista roubou a bola de Pirlo, tirou Zambrotta para dançar e chutou cruzado, sem chances para Buffon: 2 a 0 e tranquilidade total no placar do Emirates Stadium.
Perdendo por 2 a 0, os campeões mundiais passaram a abusar dos cruzamentos para a área, tentando aproveitar a estatura de seus jogadores. Bem postada, a defesa brasileira anulou todas as tentativas sem problemas até o término do primeiro tempo.
Aos gritos de "Brasil, Brasil", o time de Dunga ainda teve a chance de marcar o terceiro gol antes do intervalo, mas o chute forte, com curva, de Elano, passou raspando o travessão do goleiro Buffon, que apenas torceu pela saída da bola.
Insatisfeito com a produção da Azzurra, Marcelo Lippi mandou a Itália de volta para o segundo tempo com quatro alterações, todas do setor de armação para a frente, na tentativa de ao menos assustar a defesa brasileira.
O rendimento da equipe melhorou e o gol de Júlio César passou a ser mais ameaçado, só não sendo vazado graças ao bom desempenho do setor defensivo, sempre bem postado para efetuar o corte no momento certo.
Quando não fez o corte, o Brasil contou com a sorte. Aos 19 minutos, Luca Toni levou com o braço na dividida com Lúcio e mandou para as redes. O árbitro correu para o centro de campo, mas o auxiliar, atento, apontou a irregularidade e manteve o placar nos 2 a 0.
A partida passou a ficar pegada e a Itália, nervosa, abusou das faltas. O Brasil, que mandou a campo Thiago Silva, Daniel Alves, Josué, Júlio Baptista e Alexandre Pato, seguiu tocando a bola com tranquilidade e esperou o apito final para comemorar a manutenção de uma longa invencibilidade contra o rival. A última derrota da seleção para a Itália foi na Copa do Mundo de 1982.
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Brasil só venceu graças a gol marcado por Luís Fabiano no fim do primeiro tempo
A Estônia decidiu comemorar o aniversário de 100 anos da primeira partida de futebol do país convidando o Brasil para um amistoso. Mas, diante da atuação do time canarinho no duelo disputado na tarde desta quarta-feira, em Tallin, os dirigentes da ex-república soviética receberam um presente de grego.
Com os jogadores sem ritmo e as principais estrelas apagadas, a equipe do técnico Dunga atuou mal e venceu a equipe da casa, 112ª colocada do ranking da Fifa, por 'apenas' 1 a 0. O gol salvador saiu mais uma vez dos pés do artilheiro Luís Fabiano, aos 43 minutos do primeiro tempo.
O resultado magro pelo menos valeu a Dunga um recorde: Sem perder desde junho do ano passado (2 a 0 contra o Paraguai), o Brasil completou 17 jogos de invencibilidade, superando a maior série da década até então, conquistada sob o comando de Carlos Alberto Parreira entre 2003 e 2004.
O duelo contra a Estônia foi o primeiro da seleção depois do título da Copa das Confederações e o último antes da rodada dupla das Eliminatórias no início de setembro, quando pode carimbar o passaporte para a África do Sul. No dia 5, a equipe faz o aguardado clássico diante da Argentina, em Rosário. Quatro dias depois, recebe o Chile em Salvador.
O jogo: Em ritmo de treino. Foi assim que o Brasil jogou boa parte do amistoso na Estônia. Com a maioria dos jogadores em ritmo de pré-temporada, a equipe canarinho começou a partida trocando passes sem pressa, na impressão de que o gol contra a modesta seleção local seria questão de tempo.
Os estonianos, porém, não se empolgaram com a primeira visita dos pentacampeões ao país. Marcavam forte, às vezes até de forma violenta, e não davam espaços. Assim, o primeiro chute a gol dos brasileiros (sem perigo) veio apenas aos 12 minutos, através de Kaká, que recebeu de Robinho, pegou de primeira, mas mandou para fora.
O time da casa, por sua vez, assustou Júlio César em duas finalizações de longe, com Puri, aos 10, e Vassiljev, em cobrança de falta quatro minutos depois. O Brasil só voltou a chegar com perigo aos 25: Livre, Luisão cabeceou para fora cruzamento de André Santos.
Dez minutos depois, Dunga foi obrigado a mexer no time pela primeira vez. Machucado, Kléberson deu lugar a Elano. Quando tudo levava a crer que a equipe verde amarela iria para o intervalo amargando um empate sem gols com o desconhecido adversário, brilhou a estrela de Luís Fabiano.
Robinho tentou passe na área e Bärengrub fez o corte. Contudo, para desespero do zagueiro estoniano, a bola explodiu em Kaká e sobrou limpa para o camisa nove, que não perdoou e estufou as redes do goleiro Pareiko aos 43 minutos.
O Brasil deu impressão de que imporia um ritmo maior na etapa final. Em cinco minutos, teve duas boas chances de ampliar, a melhor delas com Felipe Melo, que pegou sobra da defesa e bateu com perigo. Mas a pressão não durou muito, e logo a equipe voltou a trocar passes, tornando o amistoso sonolento.
Dunga, então, decidiu mexer por atacado. Kaká, Luís Fabiano e Maicon deram lugar a Júlio Baptista, Diego Tardelli e Daniel Alves, respectivamente. Aos 20 minutos, por pouco o estreante não deixou sua marca. Após belo passe de Luís Fabiano, Elano cruzou e Tardelli, na pequena área, quase marcou.
Preocupado com o desgaste, o técnico da seleção seguiu mexendo na equipe. Lúcio e Luís Fabiano saíram para as entradas de Miranda e Nilmar. Em um de seus primeiros lances, o ex-colorado aproveitou desvio de Tardelli e quase marcou um golaço de bicicleta.
E o atacante atleticano estava disposto a mostrar serviço. Aos 35, achou Júlio Baptista livre na área, mas o jogador da Roma pegou muito mal na bola, que saiu por cima. No fim, ainda deu tempo de Nilmar perder gol feito e Kruglov ser expulso por falta por trás em Daniel Alves.
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Local: Khalifa International Stadium, em Doha (Catar)
Data: 14 de novembro de 2009, sábado
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Abdul Abdulrahman (Catar)
Cartões amarelos: Foster (Inglaterra)
GOL: BRASIL: Nilmar, a um minuto do primeiro tempo
BRASIL: Júlio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká (Júlio Baptista); Nilmar (Carlos Eduardo) e Luís Fabiano (Hulk)
Técnico: Dunga
INGLATERRA: Ben Foster; Wes Brown, Lescott, Matthew Upson e Bridge; Wright-Phillips (Crouch), Jenas, Barry (Huddlestone) e Milner (Ashley Young); Bent (Defoe) e Rooney
Técnico: Fabio Capello
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Local: Sultan Qaboos Complex (Muscat Stadium), em Mascate (Omã)
Data: terça-feira, 17 de novembro de 2009
Horário: 12h30 (de Brasília)
Árbitro: Erich Brahehmahaeer (Holanda)
GOLS:
BRASIL: Nilmar, aos 4 minutos do primeiro tempo, Al Ghalani (contra), aos 16 minutos do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Maicon (Daniel Alves), Lúcio (Cris), Thiago Silva e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo (Fábio Simplício), Elano (Carlos Eduardo) e Kaká (Júlio Baptista); Nilmar e Luis Fabiano (Hulk)
Técnico: Dunga
Omã: Al Habsi; Mohammed Rabea, Mohammed Al Baloushi, Al Nofali e Hasasan Al Ghalani; Ahmed Al Mukhaini (Al Mukhaini), Said, Dorbeen (Al-Nuaimi) e Ismail Al Ajmi; Hassan Al-Hossani (Hashim Saleh) e Emad Al-Hossani (Abdul Karin)
Técnico: Claude Le Roy
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Local: Emirates Stadium, em Londres ( Inglaterra)
Data: 2 de março de 2010 (terça-feira)
Horário: 17h05 (de Brasília)
Árbitro: Martim Atkinson Dean (ING)
GOLS:
BRASIL: Robinho, aos 44 minutos do primeiro tempo, Robinho, aos 31 minutos do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Maicon (Carlos Eduardo), Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Nilmar) e Adriano (Grafite)
Técnico: Dunga
IRLANDA: Shay Given; Kelly, McShane, Sean St Ledger, e Kevin Kilbane; Lawrence (McCarthy), Glenn Whelan (Gibson), Andrews e Damien Duff
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Dunga mantém 'coerência' e chama Grafite para a Copa
Rio de Janeiro (RJ)
Desde que assumiu o comando técnico da seleção brasileira, o técnico Dunga pregou a coerência como seu principal critério para convocar os jogadores. E, nesta terça-feira, na lista dos atletas que defenderão o Brasil na Copa do Mundo da África do Sul, o treinador manteve a base trabalhada nos últimos quatro anos e não surpreendeu na escolha dos 23 jogadores que defenderão o Brasil na briga pelo hexacampeonato.
Dessa forma, Neymar e Paulo Henrique Ganso, grandes sensações deste primeiro semestre com a camisa do Santos, não terão a oportunidade de defender a seleção brasileira no Mundial. Por outro lado, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos, remanescentes do fracasso da Copa de 2006, também estão de fora da lista.
O grupo convocado por Dunga possui oito remanescentes da eliminação para a França nas quartas de final do Mundial da Alemanha, há quatro anos. Na época, Júlio César era o terceiro goleiro da equipe, Lúcio e Juan formavam a dupla de zaga titular, que se destacou no torneio e Luisão ocupou o banco de reservas, posto que deverá repetir na África do Sul.
No meio-campo Gilberto Silva começou a Copa na reserva de Emerson e atuou diante dos franceses. Kaká, por outro lado, entrou como um dos destaques do 'quadrado mágico' e acabou crucificado, da mesma forma que Adriano, conhecido por ser o Imperador da Internazionale, e que foi cortado na última hora, por apresentar um comportamento pouco profissional no Flamengo.
A vaga do Imperador ficou com Grafite, destaque do Wolfsburg, da Alemanha, e campeão do Mundial de Clubes e da Libertadores de 2005 pelo São Paulo. Robinho, por sua vez, era uma revelação em 2006 e ocupava o banco de reservas do time de Parreira. Atualmente, o Rei das Pedaladas é um dos destaques da equipe de Dunga.
Confira a lista dos convocados por Dunga para a Copa do Mundo:
Goleiros: Júlio César (Internazionale-ITA), Gomes (Tottenham-ING) e Doni (Roma-ITA)
Laterais: Maicon (Internazionale-ITA), Daniel Alves (Barcelona), Michel Bastos (Lyon-FRA) e Gilberto (Cruzeiro)
Zagueiros: Lúcio (Internazionale-ITA), Juan (Roma-ITA), Luisão (Benfica-POR) e Thiago Silva (Milan-ITA)
Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE), Felipe Melo (Juventus-ITA), Josué (Wolfsburg-ALE) e Kléberson (Flamengo)
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Data: 02/06/2010, quarta-feira
Horário: 10h30 (horário de Brasília)
Local: estádio Nacional, em Harare (Zimbábue)
Árbitro: Abdul Basit Ebrahim (África do Sul)
Auxiliares: Somi Luyanda e Rezeers Andren (ambos da África do Sul)
Gols: Michel Bastos aos 41min, e Robinho aos 43min do primeiro tempo; Elano, aos 10min do segundo tempo
Zimbábue
Sibanda; Mapenba, Markonese (Sweswe), Mwanjali e Jambo (Prince Nyoni); Nengomasha, Rambanepasg (Alumenda) e Antipas (Mushekwi); Benjani, Knowleose e Owidy (Nkatha)
Técnico: Norman Mapeza
Brasil
Julio Cesar (Gomes); Maicon (Daniel Alves), Lúcio (Luisão), Thiago Silva e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká (Júlio Baptista); Robinho (Nilmar) e Luís Fabiano (Grafite)
Técnico: Dunga
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
Brasil goleia Tanzânia, sai ileso em último amistoso e testa soluções no meio
Alexandre Sinato e Bruno Freitas
Em Dar es Salaam (Tanzânia)
A seleção brasileira terminou a fase de amistosos antes da Copa do Mundo como queria. A Tanzânia, ao contrário do Zimbábue, exigiu testes reais ao time nacional. O risco de perder atleta por lesão, que tem assombrado várias seleções pré-Copa, foi superado. A goleada imposta sobre o time local nesta segunda-feira, por 5 a 1, em Dar es Salaam, apresentou um Brasil com nova cara no 2º tempo, cuja formação explorou a velocidade.
O treinador se certificou de que uma formação mais veloz (com Ramires e Daniel Alves), utilizada no segundo tempo do amistoso, poderá ser utilizada durante a Copa.
No primeiro tempo, com o time titular, a grande dificuldade foi na saída de bola. Felipe Melo e Gilberto Silva erraram no fundamento. Gilberto mais à frente. Ramires atuando como segundo volante, dando maior qualidade na saída de bola. Ramires, aliás, se destacou, marcando dois gols no jogo. Robinho também fez dois. Kaká anotou outro.
A estratégia de evitar lesões à véspera da Copa foi levada à risca pela seleção. Júlio César sequer seguiu com o elenco para o amistoso. Os atletas da seleção buscavam fugir de divididas. Mas a Tanzânia ignorou a “ordem” em algumas ocasiões.
Em jogada típica de Kaká, arrancada com bola rumo ao ataque, o camisa 10 da seleção sofreu entrada violenta, por trás, de Nizzar, nos minutos finais do primeiro tempo.
Caído, Kaká colocou a mão sobre o tornozelo direito, mas destacou não ter havido gravidade na jogada. Apenas susto.
“Foi só pancada mesmo. Existe a preocupação de ser algo mais grave. Depois vamos falar com o time deles para ter tranqüilidade”, tranquilizou Kaká, em entrevista à TV Globo.
Em casa, a Tanzânia iniciou a partida ameaçando a seleção brasileira com duas jogadas de ataque. Sobrava vontade para os tanzanianos. Robinho, porém, abafou a animação dos rivais. No primeiro lance ofensivo da equipe nacional, o atacante recebeu passe de Kaká e chutou cruzado, abrindo o marcador, aos 10 min.
Os jogadores da Tanzânia reclamaram, alegando que Robinho ajeitou a bola com o braço. O auxiliar chegou a acusar irregularidade, mas abaixou a bandeira logo em seguida.
A Tanzânia fez nos primeiros 30 minutos de jogo aquilo que o Zimbábue não conseguiu durante todo amistoso anterior com a seleção. Juan, Lúcio e Gomes foram de fato “testados” pelo ataque tanzaniano. Sempre pela direita, a Tanzânia apresentava rápido toque de bola, maior entrosamento e chegada à área. No entanto, a equipe local errava na pontaria.
Kaká, Luís Fabiano e Elano foram figuras discretas no primeiro tempo. Robinho chamou a responsabilidade. O atleta do Santos ampliou para a seleção, marcando seu segundo gol no amistoso ao aproveitar cruzamento de Michel Bastos.
O fôlego da Tanzânia se esgotou rapidamente. O time local havia atuado 25 horas antes pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações, quando perdeu para Ruana. Cansado, Erasto, por exemplo, foi substituído aos 35 min da etapa inicial.
Após o intervalo, o domínio da seleção brasileira foi completo. Maicon, Kaká e Luís Fabiano desperdiçaram chances de gols. Já Ramires foi preciso logo na primeira vez que foi acionado. O meio-campista anotou o terceiro gol da seleção em jogada individual, se infiltrando na área.
Ramires, aliás, entrou na vaga de Felipe Melo, mudando o desenho tático da seleção. O time ganhou em velocidade, melhorando na saída de bola com a presença de um jogador de característica ofensiva como volante (Ramires). Pela esquerda, Gilberto atuou mais à frente, próximo ao ataque.
Como fez ao longo da preparação, Dunga utilizou o lateral Daniel Alves como meia, explorando a velocidade. A rotação aumentou com a entrada de Nilmar, na vaga de Luís Fabiano.
Com o peito, Kaká aumentou a goleada sobre a Tanzânia. Desgastados, os atleta das Tanzânia já não esboçavam mais contragolpes.
Azziz, que havia acabado de entrar, descontou para Tanzânia, aos 41 min do segundo tempo, entrando para história do futebol local. Nos acréscimos, Ramires fez o quinto da seleção brasileira.
TANZÂNIA 1 X 5 BRASIL
Data: 07/06/2010, segunda-feira
Horário: 12 horas (horário de Brasília)
Local: estádio Nacional, em Dar es Salaam (Tanzânia)
Árbitro: Mohammed Sseggonga (Uganda)
Auxiliares: Desire Gahungu (Burundi) e Felicien Kabanda (Ruanda)
Cartões amarelos: Felipe Melo (BRA), Kelvin (TAN)
Gols: Robinho, aos 10 minutos e aos 33 min do primeiro tempo, Ramires, aos 7 min e aos 47 min do segundo tempo, Kaká, aos 30 minutos, Aziz, aos 41 min do segundo tempo
Brasil
Gomes; Maicon, Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto Silva (Josué), Felipe Melo (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (Nilmar)
Técnico: Dunga
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem". (Drauzio Varela)
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